Como?
Quando fui para meu local de trabalho de hoje, chocava muito com um dos chefes e ele é uma pessoa muito nervosa, fala muito aos berros e é capaz de dar murros ou pontapés nas coisas,e não é só comigo, mas como eu nunca gostei e ainda não gosto disso, na altura respondia sempre a letra, chegava a ser explosiva porque ele despertava o meu "pior", o que no fundo era pior porque ele exaltava-se ainda mais porque tinha de ser ele a dar a palavra final. Mas após ter descoberto que o Stress estraga a nossa saúde, foi após isso que descobri a EM, hoje já não expludo tanto, sou capaz de ignorar, ou respondo calma, mesmo estando por dentro a ferver, ou quando não aguento e começo a entrar em ataque de nervos saio e vou apanhar ar.
Porque o stress dá cabo da tua saúde e essas pessoas nunca se vão importar com isso, infelizmente.
Sou daquelas pessoas que nunca se acha superior a alguém, sou capaz de me sentir sempre mais inferior e de me rebaixar a mim própria. Auto-estima nunca esteve no auge.
“ESTA DOENÇA É A DOENÇA DAS MIL CARAS. HÁ PESSOAS QUE FICAM DE CADEIRAS DE RODAS, MAS TAMBÉM HÁ MUITAS QUE NÃO FICAM E É PRECISO PERCEBER QUE SE PODE VIVER BEM COM A DOENÇA"
Juliana Pinto, Eu
E o mês de Maio é o meu mês e já tinha dias importantes como, o dia 21 do aniversário de uma Prima, o 25 do meu aniversário, o 30 o aniversário da minha Afilhada mais velha e depois juntamos ao dia 30 o Dia Mundial da Esclerose Múltipla.
Esta doença surgiu em 2016, tal como já publiquei aqui, e ela não é igual em ninguém, podemos estar numa sala 10 pessoas com a mesma doença, mas os sintomas, as sequelas,..., são diferentes.
E sim é uma doença para a vida, choque? Sim, quando recebes o diagnóstico.
Mas ao longo da vida, vais perceber que além de teres esta doença, teres sequelas e nunca saberes o que esperar dela, há coisas e pessoas na vida, piores para lidar.
Por isso é seguir em frente, e viver o dia de hoje, com o amanhã preocupo-me amanhã.
Desejo a todas as pessoas com EM, com outras doenças e ou com as suas lutas, muita força e coragem, só temos essa luta porque aguentamos. 💪🏼
Hoje estamos em alerta laranja, se quiserem ajudar as associações dedicadas a esclerose múltipla, tirem uma selfie com camisola ou acessório laranja e partilhem com a hashtag #emalertalaranja.
Hoje estamos em alerta laranja, se quiserem ajudar as associações dedicadas a esclerose múltipla, tirem uma selfie com camisola ou acessório laranja e partilhem com a hashtag #emalertalaranja.
(fotografia da minha autoria, eu mesma há alguns anos :p)
Deixo aqui a entrevista que dei no ano passado.
"O diagnóstico de Juliana Pinto, do Marco de Canaveses, só chegou no final do ano passado. Mas também esta jovem, de 26 anos, reconhece que os sintomas já tinham surgido mais cedo.
O primeiro surto terá acontecido em 2016. Desvalorizou-o. “Fiquei com o lado direito do corpo dormente, perdi sensibilidade e fiquei com a temperatura do corpo alterada. Pensei que tinha dormido mal e deixei estar. Só no outro dia fui às urgências”, lembra. Suspeitaram que tinha sofrido um AVC, ficou internada, fez exames, mas não se chegou a nenhuma conclusão. Até que, um ano depois, voltou a ficar com pés e pernas dormentes. Fez mais exames e só aí surgiram as palavras “esclerose múltipla”.
“Quando disseram foi um choque. Não quis fazer perguntas. Fui para casa. Claro que caí no erro de ir à internet e ver os piores cenários da doença”, confessa Juliana Pinto. “Quando voltei aqui à consulta disseram-me uma coisa que nunca mais esqueci. Normalmente perguntamos ‘porquê eu’ e o que me fizeram pensar foi ‘porque não eu’”, recorda.
A reacção da família também foi difícil: “A minha mãe foi-se abaixo porque pensou que era esclerose lateral amiotrófica e o meu marido chorou, agora olham para mim e confiam que vai correr bem”.
A reacção da família também foi difícil: “A minha mãe foi-se abaixo porque pensou que era esclerose lateral amiotrófica e o meu marido chorou, agora olham para mim e confiam que vai correr bem”.
Por agora, toma a medicação e leva uma vida normal. “Penso no dia de hoje e tento não pensar no de amanhã, vivo um dia de cada vez. Casei no ano passado, agora vêm os filhos, não penso muito na doença”, explica a jovem do Marco de Canaveses.
“Esta doença é a doença das mil caras. Há pessoas que ficam de cadeiras de rodas, mas também há muitas que não ficam e é preciso perceber que se pode viver bem com a doença”, salienta.
Original aqui.
Se quiserem fazer perguntas estejam à vontade :)
E chegaram os 27 anos,já?! Ó tempo vai lá com calma, sim?!
O que acontece quando fazemos mais um ano?!
- Aprendemos
Sempre a tirar uma lição nas coisas boas ou más!
- Crescemos
Não em altura!
- Erramos
Sempre aprender com os erros
- Choramos
Quem não?
- Sorrimos
Que venham muitos sorrisos!
- Amamos
A pessoa com quem partilhamos a vida, a nossa família, os amigos e os nossos patudos de 4 patas.
- Perdemos
"Lutas" e pessoas.
- Ganhamos
Lutas, sabedoria e amor.
A vida tanto pode ser longa como curta, cabe a nós viver um dia de cada vez.
E posso dizer que odeio, bem odeio é uma palavra forte mas odeio a rotina, na minha opinião passamos a maior parte da nossa vida a trabalhar, tipo casa-trabalho-casa, e a rotina "cega-nos" as pequenas coisas, tipo um pôr-do-sol, as nuvens, o rio, as pessoas, os animais tanta coisa por onde passamos todos os dias mas por vezes nem vemos, por vezes o nosso cérebro já sabe o caminho que quando damos por nós chegamos ao trabalho e não sabemos como passamos passadeiras, semáforos se demos piscas como mudamos de direcção, anyway, nós não paramos.
Por vezes tenho aqueles dias, em que olho à volta e aprecio as pequenas coisas, mas depois volta tudo ao mesmo, quando fazemos uma coisa diferente seja passear por exemplo parece que o resto fica lá trás, e sabe bem.
Já fui muito boazinha ao ponto de pôr o bem estar dos outros acima do meu, e foi preciso a vida me abanar para abrir os olhos, agora tenho de aprender a desapegar e parar de ser uma nervosa ambulante. 😂
Mas a vida não pode ser só coisas más e não nos podemos estar sempre a queixar.
Em 27 anos, nasci, chorei, ouvi, falei, andei, perdi a audição, voltei a ouvir, errei, cresci, casei, descobri que tinha Esclerose Múltipla, superei, e tudo o que tiro disto é que tenho de seguir em frente, e viver o dia de hoje, porque com o amanhã preocupo-me amanhã.
Boas vibrações para vocês.










